Jogo de computador ajuda a reabilitar crianças com dislexia

A fonoaudióloga Cristina Ferraz Murphy, pesquisadora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu dois jogos de computador com estímulos não-verbais e verbais, para o treinamento auditivo das crianças com dislexia.

Segundo boletim da Fapesp, que forneceu a bolsa de doutorado à pesquisadora, Cristina desenvolveu os jogos a partir de uma adaptação do software americano Fast Forword.

Ela partiu do princípio de que os transtornos de leitura podem ser causados por uma alteração no processamento temporal auditivo (PTA).

O objetivo do jogo não-verbal é estimular a percepção e diferenciação de sons agudos e graves, a partir de parâmetros acústicos semelhantes aos fonemas do português brasileiro, enquanto o jogo verbal promove os estímulos de fala por meio da diferenciação de sílabas com sons parecidos.

“Os tipos de estímulos utilizados no jogo verbal são inéditos no Brasil, em comparação aos programas computadorizados também usados no país para o treinamento de habilidades auditivas. Esses estímulos verbais apresentam, como característica principal, a fala expandida, ou seja, o tempo de produção das sílabas aumentado para facilitar a compreensão das crianças”, disse Cristina ao boletim da Agência Fapesp.

A pesquisadora da Faculdade de Medicina da USP concorreu com seu trabalho ao prêmio anual da Academia Americana de Audiologia, no início deste mês de abril, em Dallas, nos Estados Unidos.

Ela não ganhou o prêmio, mas já está em fase de obtenção da patente dos jogos para que eles possam chegar aos pacientes com dislexia, o que com certeza é uma grande notícia. Parabéns, Cristina!

(A imagem acima é uma das telas dos jogos e foi extraída do site da Fapesp)



Escrito por Tais Fuoco às 16h41
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Confaz traz esperança de que preço do acesso à Internet caia

Uma primeira decisão do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) da semana passada traz um alento a internautas e provedores de todo o Brasil.

O órgão isentou de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)  o acesso à Internet em três Estados da federação - São Paulo, Pará e o Distrito Federal - desde que o preço ao usuário final, com o modem, não ultrapasse 30 reais mensais.

O presidente do grupo Telefônica no Brasil, Antonio Carlos Valente, divulgou a novidade em um seminário sobre banda larga nesta semana, citando um projeto de "Internet popular" aprovado pelo órgão. Segundo ele, a empresa prepara uma opção de acesso residencial dentro desse preço, mas a medida vale para qualquer operadora, de qualquer tecnologia, nesses três estados.

O executivo também citou a expectativa de que, depois dessa decisão, novos acordos possam ser fechados também em outros Estados brasileiros. Ainda não se sabe em que condições esse novo serviço vai ser oferecido e nem em qual velocidade de conexão, mas o presidente da Telefônica afirmou que seria superior ao das linhas discadas.

Já que as operadoras e provedores sempre se queixam da alta carga tributária para os serviços de telecomunicações e os internautas costumam citar, em pesquisas, o alto preço como um entrave para contratar serviços de acesso à Internet, essa decisão é um grande primeiro passo para que tenhamos mais e mais computadores conectados e pessoas digitalmente incluídas no Brasil.

Vamos aguardar os efeitos práticos da medida.



Escrito por Tais Fuoco às 19h38
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Use sua rede social para um fim nobre

Uma parceria entre o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e a Facebook, rede social que já ultrapassou a marca dos 200 milhões de usuários, mostra que esse tipo de site também pode ser usado para fins nobres, aproveitando seu enorme efeito multiplicador para uma boa causa.

Através de um sistema virtual de caridade, os usuários do Facebook em todo o mundo podem comprar “presentes” para 16 organizações sem fins lucrativos, incluindo o ACNUR e sua campanha “Gimme Shelter”. O objetivo dessa iniciativa é prestar auxílio aos refugiados no Afeganistão, Chade, República Democrática do Congo e Sudão, financiando uma tenda para abrigar milhares de famílias.

Uma tenda virtual do ACNUR custa U$10 e um símbolo do “Gimme Shelter” pode ser adquirido por U$5. “Se 20 amigos comprarem uma tenda virtual, levantarão fundos para que uma família de refugiados viva em uma tenda real,” explicou Claudia Gonzales-Gisiger, oficial sênior de relações exteriores do ACNUR, em comunicado aos cadastrados do Refugees United.

Campanhas como essa podem aproveitar a grande audiência de sites como Orkut, Facebook e MySpace e disseminar ajuda humanitária a muita gente. Espalhe essa ideia. Crie a sua.

(A imagem acima, que mostra uma criança afegã na entrada de uma tenda do ACNUR, é do fotógrafo S.Schulman)



Escrito por Tais Fuoco às 19h43
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Sobre a autora
Tais Fuoco é jornalista, paulista, neta de italianos e se apaixonou por tecnologia da informação (TI) depois de cobrir o setor por 10 anos. Admira as ações de responsabilidade social que hoje a TI permite. As novas ramificações do uso da tecnologia, como a Biotecnologia, também lhe interessam, assim como o voluntariado e todas as ações para fazer do ambiente corporativo algo mais saudável e construtivo. Seu sobrenome, "fuoco", vem do italiano fogo, paixão.

Sobre o blog
Este é um espaço para falar de iniciativas de responsabilidade social na área de TI e Comunicações. Blog que aborda o uso da TI em prol da inclusão digital, da formação profissional e das ciências da vida, como a Biotecnologia.

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