Todo o empenho no combate ao trabalho infantil

Amanhã, 12 de junho, não é só o Dia dos Namorados, data que tanto tem movimentado o comércio varejista nos últimos dias. É também o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil. Neste ano, em particular, a data também marcará o décimo aniversário da adoção da simbólica Convenção nº 182 da OIT que trata da proibição das piores formas de trabalho infantil.  

Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em todo o mundo ainda existem mais de 200 milhões de crianças trabalhando, metade das quais em formas degradantes e prejudiciais à saúde - em minas, pedreiras, canteiros de obras - , expostos a produtos químicos e gases tóxicos, em uma idade em que deveriam brincar, estudar, crescer.

"No Brasil ainda existem milhões de crianças e adolescentes que trabalham e que são privados de direitos básicos como educação, saúde, lazer e liberdades individuais. Muitas, ainda, estão expostas as às piores formas de trabalho infantil, sendo envolvidas em atividades que prejudicam de forma irreversível, seus desenvolvimentos físico, psicológico e emocional plenos", diz a OIT, em seu site.

Neste ano, a OIT dá uma atenção especial às meninas, com o slogam "Dê uma chance às garotas", depois de detectar que há 100 milhões delas nos campos de trabalho, de todos os tipos. O sexo feminino muitas vezes age contra elas, tornando-as ainda maiores alvos de exploração, já que são encarregadas de tarefas domésticas às vezes pesadas para sua idade, muito mais que os meninos, e ainda precisam em muitos casos trabalhar fora para ajudar no orçamento, iniciando tão cedo a "dupla jornada".

Vamos mudar essa triste realidade? Denuncie todo tipo de exploração infantil, boicote produtos que tenham usado mão-de-obra de crianças em qualquer uma de suas etapas, contribua para colocar as crianças na escola e no desenvolvimento sadio.

(A foto acima, de uma garota filipina, foi feita pelo fotógrafo Maillard J. e foi extraída do site mundial da OIT).

 



Escrito por Tais Fuoco às 20h43
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Sobre a autora
Tais Fuoco é jornalista, paulista, neta de italianos e se apaixonou por tecnologia da informação (TI) depois de cobrir o setor por 10 anos. Admira as ações de responsabilidade social que hoje a TI permite. As novas ramificações do uso da tecnologia, como a Biotecnologia, também lhe interessam, assim como o voluntariado e todas as ações para fazer do ambiente corporativo algo mais saudável e construtivo. Seu sobrenome, "fuoco", vem do italiano fogo, paixão.

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Este é um espaço para falar de iniciativas de responsabilidade social na área de TI e Comunicações. Blog que aborda o uso da TI em prol da inclusão digital, da formação profissional e das ciências da vida, como a Biotecnologia.

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