Felicidade se torna parâmetro de desenvolvimento

A Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC) trará à tona as discussões sobre um novo parâmetro para se medir o desenvolvimento. No dia 28 deste mês, a instituição promove seminário para debater a Felicidade Interna Bruta (FIB) como novo índice de desenvolvimento econômico e social de um país.

O evento vai reunir Susan Andrews, psicóloga, antropóloga, estudiosa da chamada “ciência da felicidade” e coordenadora do FIB no Brasil, Joaquim Melo, educador popular e coordenador da Rede Brasileira de Bancos Comunitários, Ladislau Dowbor, professor da PUC de São Paulo, e Marcos Arruda, coordenador geral do Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul.

Uma das propostas do evento é mostrar as deficiências da utilização do PIB como principal medida de desenvolvimento e outros índices, a exemplo do FIB, que levam em consideração a qualidade e a sustentabilidade do progresso econômico e social.  Os palestrantes também apresentarão as pesquisas mais recentes sobre desigualdade social e devastação ambiental relacionadas ao crescimento do PIB e discutirão as possibilidades de desenvolvimento local baseadas na proposta do FIB.

Segundo documento sobre o evento distribuído à imprensa, a coordenadora do seminário, Geísa Mattos, professora do Departamento de Ciências Sociais da UFC, considera que a crise mundial não é só econômica, é também de valores e afeta as pessoas individual e socialmente. Geísa observa que diversos grupos em Fortaleza já vêm atuando nas linhas de desenvolvimento sustentável, economia solidária, cultura de paz e de vida saudável, em sintonia com as propostas da FIB. 

"Enquanto o PIB leva em consideração apenas a produção de bens e serviços para medir o progresso de uma região, o FIB inclui o bem estar emocional, social e ambiental, entre outros parâmetros", diz o documento. Este conceito surgiu a partir da experiência implantada em 1972 no Butão, país da região do Himalaia. Desde então, as metas de planejamento naquela nação passaram a ser orientadas a partir de nove critérios que têm como finalidade garantir o bem estar da população em suas várias dimensões. No Butão, o desenvolvimento é medido pelo padrão de vida, boa governança, estado de saúde, educação, diversidade cultural, resiliência ecológica, vitalidade comunitária, uso equilibrado do tempo e bem estar psicológico.

Saiba mais sobre o conceito do Felicidade Interna Bruta aqui e leve a discussão adiante.
 



Escrito por Tais Fuoco às 09h49
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Sobre a autora
Tais Fuoco é jornalista, paulista, neta de italianos e se apaixonou por tecnologia da informação (TI) depois de cobrir o setor por 10 anos. Admira as ações de responsabilidade social que hoje a TI permite. As novas ramificações do uso da tecnologia, como a Biotecnologia, também lhe interessam, assim como o voluntariado e todas as ações para fazer do ambiente corporativo algo mais saudável e construtivo. Seu sobrenome, "fuoco", vem do italiano fogo, paixão.

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